Cercada de paredes escrevo,
Inscrito o corpo na edificação e circunscrita a alma da carne...
Escrevo para libertar a alma, para soltar fantasmas, para falar de amor e - por que não?- desamor...
De inspiração basta a vida: olhar para os lados, abrir os olhos... O tema é a realidade: vasta e absoluta!
Para o cálice da loucura o veneno do amor...
Amor inscrito no peito, marcado a ferro e fogo.
O medo circunscrito, a parede da bolha...
Bolha de sabão: transparente fascínio, toque furta-cor, brilho instigante...
Daqui, de dentro da bolha, assisto, observo, investigo...
Meus olhos cintilam de esperança, vibram de emoções, mas de repente se turvam, empalidecem... Lembranças...
O medo me paralisa. O mundo não entende: eu, tu, ele... Nós, vós, eles não entendem...
O Pretério é Imperfeito!
Será o Futuro Mais- que- Perfeito?????
Roberta Chagas
22.12.09


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