Sera suficiente o amor por si só?
O amor verdadeiro que sente sem sufocar,
Que respira sem engasgar,
O amor que ama e não exige, não pede, não toma...
Amor por amar...
Amor que renuncia aos caprichos e é sóbrio.
Amor sozinho sem ser solitário.
Amor sem amarras!
Amor sem cobranças, sem perguntas, sem porquês.
O amor divino, que ama sem ver e que perdoa. Perdoa porque entende. E entende para nutrir-se.
Amor que atropela, mas não mata... Apenas faz sangrar...
E sorve o sofrimento que o alimenta para então tomar fôlego para seguir calado.
Porque calar exige forças e exercício.
O exercício de ter um bem que é só seu, tão indivisível quanto pleno
Tão rude quanto avassalador e que mina o coração...
Roberta Chagas
28.05.10


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