quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Amar...






Sera suficiente o amor por si só?

O amor verdadeiro que sente sem sufocar,

Que respira sem engasgar,

O amor que ama e não exige, não pede, não toma...



Amor por amar...

Amor que renuncia aos caprichos e é sóbrio.

Amor sozinho sem ser solitário.

Amor sem amarras!



Amor sem cobranças, sem perguntas, sem porquês.

O amor divino, que ama sem ver e que perdoa. Perdoa porque entende. E entende para nutrir-se.

Amor que atropela, mas não mata... Apenas faz sangrar...

E sorve o sofrimento que o alimenta para então tomar fôlego para seguir calado.

Porque calar exige forças e exercício.

O exercício de ter um bem que é só seu, tão indivisível quanto pleno

Tão rude quanto avassalador e que mina o coração...



Roberta Chagas

28.05.10

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