No silencio de onde escrevo sinto-me ausente dos sons do mundo e mergulho no barulho ensurdecedor do meu eu,
Aqui onde a camada de ar me envolve e me isola do mundo inteiro...
Onde os carros passam longe,
A lua brilha longe,
A vida passa longe...
Onde o silêncio se deixa apenas cortar pelo som minúsculo que chega, que abala e que ecoa feito um brado forte dentro de mim...
Onde o corpo se retrai e se contrai, virado em silêncio...
A matéria reduzida, a carne que se presta ao invólucro do cansaço e nada mais...
Na carne se deposita o enfado e na alma os pontos quicam e pulam e soluçam dentro de mim para virar as reticências daquilo que não se sabe, mas é... as bolinhas de chumbo que pesam indefinidamente e disciplinadas se alinham antes que os pesadelos as atropelem e façam delas as balas pra matar uma saudade...
Roberta Chagas
19.05.10


querida :)
ResponderExcluirquerida :)
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